Sempre adorei começar a minha missão no WAR conquistando primeiro a Europa. Em parte por ter algum anseio napoleônico dentro da alma, embora o grande motivo sempre foi saber que era a melhor maneira de depois me lançar sobre as Américas, Ásia e pegar a Oceania por diversão no processo. Estratégia, segredos, e o lançar dos dados. Algumas pessoas tratam relacionamentos como se fosse um jogo de tabuleiro - seja invadindo seu raciocínio mais rápido do que se fosse pelo cabo de Vladivostok, seja sempre dando o tempo de terror entre os ataques e jogadas. E, se bobear, arrasam e te levam Madagascar no processo.
O que aconteceu com o tempo onde as coisas pareciam ser mais simples? Quando não haviam regras de espera e do que seria esperado. Constantemente me dividido entre a emoção de uma corrida e a angústia de uma vingança que não busco. Aumento o número de exércitos, remanejo-os, posso até mandar um tangue. Mas, independente da diversão, uma parte grande de mim gostaria apenas de parar o jogo e deixar os dados intocados, todos eles com o seis voltado para cima. Não irá acontecer, ao menos não agora.
Chega um tempo em que o tabuleiro se torna seu quarto; pessoas antigas saem das caixas, enquanto outras mais recentes entram. O riso trocado em uma cama juntinhos ou o jogo de palavras em idiomas que não o nosso se misturam nas lembranças de outros: com as discussões, um casaco verde, carta colada na TV do quarto, uma aliança de namoro, que nunca foi usada ou existiu, um olho mel e outro preto no mesmo rosto. Cada um com seu jogo, suas regras, seus peões, suas lutas. Seu jeito!
Mesmo arrancando peças alheias e perdendo pedaços próprios no caminho, ainda consigo assistir no horizonte uma conquista nova. Europa, Ásia, e um grande país ao sul de uma América. E eu ataco com cinco exércitos pelo cabo de Vladivostock, só para conquistar teu coração.
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