quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Desabafo

Me desculpe por vir, principalmente depois do que houve.

Eu fui para casa hoje pensando em fazer o que eu sempre faço: Escrever.
Como eu escrevo desde que tinha 10 anos de idade. É onde desabafo tudo, tudo o que eu sinto.

Vai para esse caderno que eu escondo na segunda prateleira, atrás dos meus livros da Jane Austen, mas aí percebi que ia escrever as coisas que eu deveria dizer para você.

Hoje me convenci que tudo bem desistir. não correr riscos. ficar na zona de conforto, sem dramas, não é a hora.

Só que meus motivos não são motivos, são desculpas. E eu só estou me escondendo da verdade. A verdade é que eu estou com medo.

Estou com medo de me deixar ser feliz por um momento e aí o mundo inteiro desabar.
E eu não sei se consigo superar.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Angústia Romântica


Uma vez me perguntaram: Onde reside a tua angústia?

Minha resposta?  Não sei.

Eu acho que existe uma angústia não necessariamente canalizada para algum lugar ou outro, ou alguém.
Existe é uma melancolia, que eu posso chamar, assim.
Que eu a uso bastante para compor ou escrever, por exemplo. Basicamente é isso.
Eu fico muito mais inspirada pela melancolia, pelos momentos de solidão e tristeza, do que por alegria ou por qualquer outra coisa.

Não sei se é vaga, esta melancolia.
O que é controverso, já que não sou uma pessoa triste, Sou realizada.
Mas eu acho que talvez por ser romântica demais, não no sentido de uma relação, mas no sentido literal, do lirismo e idealismo romântico.
Eu idealizo muito o mundo e sonho muito. sabe?

E vejo uma beleza triste. E é sobre essas coisas que gosto de escrever.

Honestamente acho que apareceu, em mim, uma mulher muito mais reflexiva
e que se permite mostrar mais sentimentos do que as pessoas estavam acostumadas a ver.
Do que eu estava acostumada a mostrar.
Porque eu não me sentia livre, antes, pra colocar as minhas angústias, meus medos, minhas melancolias, por exemplo... e não é só isso.
Eu também escrevo sobre coisas alegres. Eu também não sou um drama em pessoa.




sexta-feira, 19 de junho de 2015

Reflexôes

Acho que ninguém escapará de, um dia, ter a realização abrupta de ter mudado um bocado. Na realidade, acredito que viveremos esses momentos diversas vezes na vida; ao perceber que o nosso eu anterior se mudou para uma nova versão, que aprendemos mais, que nossas experiências se transformaram em uma lição que nos mudou, que há mais de nós em nós mesmos. Para mim, parece que esse "mais de nós" é parte do processo de amadurecimento - e que, para podermos nos tornar melhor ao mudar, é necessário que esse mais venha acompanhado do crescimento do nosso coração.

Crescer e amadurecer não é tarefa fácil. Às vezes essa infeliz verdade torna-se tão difícil que as pessoas trilham esse caminho se amargurando, se fechando, se vingando de alguém que acha que lhe fez mal, "fazendo inferno", amarrando a cara para o desconhecido ou o diferente. Algumas pessoas preferem lidar com suas cicatrizes se sentindo deformados por ela ou, pior ainda, superior pelas mesmas. Esses dois caminhos acabam levando à dor tanto para quem convive com uma alma assim e para quem tem uma alma assim. Pelo que vejo no mundo, são duas vertentes que levam ao individualismo, ao egoismo e ao desamor por si próprio e pelos demais. Obviamente ninguém conscientemente busca isso, mas é constante que se torne isso.

Não estou falando que seja uma opção "fácil", eu aprendi muito com uma pessoa em especial. Não é fácil porque ela acarreta dor mais tarde - mas é muito mais simples do que continuar se levantando sem carregar peso, e sim sabedoria, de cada queda. Conseguir olhar o mundo com ternura quando parece que o mesmo lhe deu uma surra é muito, muito complicado... Afinal, como podemos acreditar que há o amor, a gentileza, quanto tanto mal se passou?

A resposta é simples de dizer e difícil de seguir: FÉ

Fé em si mesmo. Fé no amor que se sente pelas pessoas que te cercam. Fé que há muito potencial em você, fé que você aprenderá, que se tornará melhor. Fé de que existe amor! As melhores pessoas muitas vezes não são as que tiveram sucesso de primeiro ou as que tem a vida pintada para parecer perfeita: As melhores pessoas são as que continuaram acreditando nelas e no mundo, independente das quedas.


Da mesma forma que agora a natureza parecer começar a fechar para seu balanço, eu também começo a pensar quais folhas da minha árvore da vida caíram, mas quais frutos maravilhosos isso me trouxe, após a chuva. Às vezes choramos tanto pelo que se foi, pelo o que disseram, pelo olhar triste, pelo "eu não te amo", sem imaginar que o que vem depois pode ser nossa benção disfarçada de azar. Não conseguir o que desejávamos tem muitas vezes, algum tempo depois, a prova de que escapamos de algo pior ao sermos forçados a pegar o caminho mais longo ou que algo muito melhor está para vir. 

Por isso, se eu pudesse ter a chance de lhe dizer algo, gostaria de incentivar você a refletir sobre o que passou em nossas vidas, o que estamos deixando para trás, e o que gostariamos de trabalhar em si daqui para frente. É um exercício pesado, mas que reflete brilhando nos nossos olhos quando conseguimos puxar nossa fé e nossa aptidão de ver gentileza no mundo e amor. Você pode me achar "cansativa", mas é nesse amor que acredito de verdade. Espero de coração que, independente do que você esteja passando, você consiga se transformar numa pessoa mais bondosa consigo mesma e com os demais por isso. 

Não perca a esperança. Trabalhe em prol dela, tentando se distanciar dos caminhos egoístas, com empatia pelos demais, os demais que machucam o outro desnecessariamente. Cuide de você e cuide do outro - pois nele há mais de você do que imagina.

Eu também tô aprendendo...

Lalá

quinta-feira, 18 de junho de 2015

5 Coisas que Aprendi em Relacionamentos




  Expectativa

É claro que nós temos muitas expectativas sobre tudo, não só sobre pessoas, como situações, mas o problema de se criar e ter expectativa, em um relacionamento, é que geralmente existem pessoas mais sonhadoras: Que esperam que as coisas aconteçam, que esperam que hajam como gostaria, esperam muitas coisas das coisas... Mas será que vale mesmo à pena depositar tanta energia em uma coisa ou algo que não depende de você?

"Eu poderia esperar que ele fosse mais romântico, que me trouxesse flores, que se declarasse e fizesse um jantar à luz de velas, ou que ele pudesse fazer um monte de coisas", então você cria esta expectativa em si. Mas eu ai? Será que a pessoa vai fazer tudo isso? Geralmente ela nem sabe que você criou tanta expectativa assim... Só que essa expectativa que você cria passa a ser uma ideia na cabeça como se fosse uma coisa que vai acontecer. 

Espere menos dos outros e espere mais de você!

Comece com: “O que eu posso fazer para...”, “O que as pessoas esperariam de mim?”, “O que eu quero ser?”. Eu quero ser mais produtiva no meu trabalho... Eu quero ser mais amorosa em meu relacionamento... Eu quero expectativa em mim mesma! Porque somente EU posso por em prática. Quando esperamos demais dos outros podemos nos chatear, não ser correspondida e se frustrar. É importante saber o que esperar das pessoas, (para isso devemos conhecê-las antes) e não criar expectativa muito longe da realidade, muito sonhadora, por que fica muito vaga e até quase platônica. E a pessoa não sabendo disso ela não tem como te corresponder. 

Crie expectativas sobre si mesmo, metas sobre si mesmo!

      Aceitação

O que é a aceitação?

Nós temos algumas ideias na vida como: “Eu espero encontrar alguém que me faça feliz", "Eu espero alguém que me complete.”. Esquece!
Quem vai te fazer feliz é você mesma e só se é feliz quando você faz outra pessoa feliz.
Ninguém completa ninguém, as pessoas se complementam. Trazem algo à mais para você mesma. Não existe pessoa perfeita, existe a aceitação de que você deve ter sobre como aquela pessoa é, afinal foi por esse motivo que o fez apaixonar-se. Todos tempos qualidades e defeitos. Cada um é cada um. A pessoa que vai te complementar é aquela pessoa que tem as QUALIDADES que você admira e os DEFEITOS que você tolera, mas nem todas as pessoas tem todas estas, afinal, mais uma vez, não existe pessoa perfeita.

Comportamento

A gente vive falando que “O transito me irrita”, “O fulano me irrita”, “A outra coisa me irrita.”.

Não!

VOCÊ se irrita, VOCÊ se chateia... Os problemas sempre irão existir, sempre! O que muda é a maneira como a gente lida com eles. Você quer se irritar com o transito? Você quer se irritar com o fulano? Você quer se irritar com a outra coisa? Não.

 Devemos ter a percepção de como reagimos às coisas e às pessoas. É um exercício: A maneira como mudamos nossas atitudes de acordo com as pessoas que estão à nossa volta. Então não culpe os outros. Melhore em si sua tolerância, paciência, calma, respire fundo! Só de compreender isto a gente começa a culpar menos os outros e começa a melhorar o que devemos melhorar.

Quando TUDO, absolutamente TUDO te irrita, há algo de errado em você!

Talvez a falta de alguma atividade que você goste, ou uma atividade física, ou ouvir musica, a leitura de um livro, assistir um filme. A falta de coisas que te agradam podem ser fatores que acarretam a falta de felicidade e de compreensão sobre si e sobre o mundo. Mude em você! Não culpe ninguém!

Estar em Primeiro Lugar

Se você está em um avião e acontece alguma coisa... 
“Primeiro em você, depois na pessoa que está ao seu lado.”

Primeiro nós devemos nos ajudar, quanto mais feliz você estiver, quanto mais preparado, mais forte você estiver melhor você vai lidar com tudo. Quando estamos nos sentindo completos é muito mais fácil de viver, de se relacionar... Devemos nos amar, cuidar, gostar. Tudo volta! 

Se você não estiver bem consigo mesma você não vai estar prepara para fazer nada por ninguém!

Dedicação e Disposição

Quando já estamos em um relacionamento às vezes a gente se acostuma, a gente se acomoda. A pessoa já está ali ao seu lado, já está apaixonada, você já a conquistou, ele disse “Eu te amo”, não precisa de mais nada. Será?

É preciso reconquistar, a cada dia: Fazer uma surpresa que ele goste, ter atitudes e palavras positivas, lembrar daquilo que você e a outra pessoa admiram um no outro e sempre colocar isso à cima de tudo. Cuidado, carinho, conquista... 
“Seria tão legal se ele fizesse isso por mim...”
 Vai lá e faz por ele então, não fica esperando. Antes que ele faça por você. Vai lá e faça! Porque eu tenho certeza que o resultado, ver o olhos dele brilhando e sorrindo vai despertar algo em você tão bom que será a mesma sensação se ele fizesse por você. É cíclico. 

E isso é com tudo: Amigos, família, relacionamentos...


Dedicado à uma pessoa que me fez crescer muito e que sou completamente apaixonada. 

Lalá. 




domingo, 31 de maio de 2015

WAR

Sempre adorei começar a minha missão no WAR conquistando primeiro a Europa. Em parte por ter algum anseio napoleônico dentro da alma, embora o grande motivo sempre foi saber que era a melhor maneira de depois me lançar sobre as Américas, Ásia e pegar a Oceania por diversão no processo. Estratégia, segredos, e o lançar dos dados. Algumas pessoas tratam relacionamentos como se fosse um jogo de tabuleiro - seja invadindo seu raciocínio mais rápido do que se fosse pelo cabo de Vladivostok, seja sempre dando o tempo de terror entre os ataques e jogadas. E, se bobear, arrasam e te levam Madagascar no processo.

O que aconteceu com o tempo onde as coisas pareciam ser mais simples? Quando não haviam regras de espera e do que seria esperado. Constantemente me dividido entre a emoção de uma corrida e a angústia de uma vingança que não busco. Aumento o número de exércitos, remanejo-os, posso até mandar um tangue. Mas, independente da diversão, uma parte grande de mim gostaria apenas de parar o jogo e deixar os dados intocados, todos eles com o seis voltado para cima. Não irá acontecer, ao menos não agora.

Chega um tempo em que o tabuleiro se torna seu quarto; pessoas antigas saem das caixas, enquanto outras mais recentes entram. O riso trocado em uma cama juntinhos ou o jogo de palavras em idiomas que não o nosso se misturam nas lembranças de outros: com as discussões, um casaco verde, carta colada na TV do quarto, uma aliança de namoro, que nunca foi usada ou existiu, um olho mel e outro preto no mesmo rosto. Cada um com seu jogo, suas regras, seus peões, suas lutas. Seu jeito!

Mesmo arrancando peças alheias e perdendo pedaços próprios no caminho, ainda consigo assistir no horizonte uma conquista nova. Europa, Ásia, e um grande país ao sul de uma América. E eu ataco com cinco exércitos pelo cabo de Vladivostock, só para conquistar teu coração.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Encontro a Mim Mesma

Não é de hoje o medo, embora seja de dias atrás a sensação recorrente sem o esconderijo da negação. É a minha risada que sai mais aguda e nervosa do que o normal, ainda não consigo compreender e entender "Por que ele fez isso?"

O devanear lógico que me leva quase ao enjoo e o constante pensamento: "eu perdi o jeito?".

Quando olho pelo meu ombro, para os últimos anos, eu sou obrigada a dizer que talvez. Mas eu consigo enxergar as provas que apontam para o não, os indícios, os sorrisos, os olhares cruzados. E, mesmo com todo um arsenal para levantar a auto estima, a voz crítica na minha mente pergunta, do mesmo modo que me perguntou em um Outubro tão distante quanto uma outra vida, se é o suficiente.
Talvez a verdadeira pergunta seja se eu sou o suficiente. Não para os outros, mas para as expectativas que tenho de mim mesma.

O pior inimigo é aquele que me olha no espelho, se perguntando o que poderia ter melhorado. Também é meu melhor amigo, que me faz ter o desejo de evoluir, de tocar as notas sem errar, de continuar firme nos valores, na lógica, no que é certo. E nessa ambiguidade e na equivalência de suas críticas, eu encontro à mim mesma, com os olhos ainda sem saber a resposta de qualquer pergunta cujo controle não seja exclusivamente meu.

Enquanto vejo os sinais escritos na tela do computador, eu me pergunto se eles são o suficientes. Aqui, e ali.

sábado, 16 de maio de 2015

Aquela Noite

Apesar de não saber, ele me ajudou a sair da tormenta. Ele me mostrou que ainda havia um erro pelo qual se arrependia e eu sai de um erro para ir de encontro ao que acreditava que era um acerto. 
Eu queria ver uma luta, não por ele, mas porque havia um duelo muito maior em mim: Do meu coração com a lógica e parecia que estava determinado a bater mais rápido que um beija-flor, em cada despedida. Naquele momento, voltei para uma nuvem que tinha o cheiro doce dele.