sábado, 17 de janeiro de 2015

Caminhar


As coisas que geralmente faço, principalmente no meu dia-a-dia, são sempre de um risco um pouco grande. Convivo com uma autocrítica enorme e até autoafirmação. Eu tenho que estar preparada para lidar com os acontecimentos.... Geralmente estou.

O lado bom é que, em determinado momento, eu posso ouvir a opinião de algumas pessoas das quais eu me importo e conseguentemente suas opiniões, que sejam afirmativas, para me dar a certeza de que realmente é aquilo, o que eu penso. 

Excepcionalmente pelo fato de,
primeiro: Ser uma outra opinião. 
Segundo: Ser de pessoas que me amam e que tenho certeza de que querem ver o meu crescimento. 

Este crescimento  é interno

Sobre os riscos da vida?
Resolver alguns destes são bem individualistas e chega a certo ponto que parece que as oportunidades para cada um já estão se esgotando.

Percorrido tantos caminhos o amadurecimento é essencial.
Eu? 
Ainda estou caminhando....

domingo, 31 de agosto de 2014

Quem és tu, amado meu?

Por muito tempo voei no vasto campo do céu.
Caminhei sem rumo por entre as estrelas, como quem procura...
Enfrentei ventos de tempestades, como quem sabia onde ia.
Discansei sob a luz da lua como quem espera.
Só quando lhe encontrei soube que era quem eu procurava.

Amado...

A mão que guiou nossos pés de tanto caminhar.

Meuu amor...

Que voz é essa que me chama no escuro?
Quem é que traça tanta boa trilha no mundo e me chama para caminhar?



sexta-feira, 4 de julho de 2014

O OLHAR



A palavra que expresso, a palavra do olhar.
De quantas tantas eu irei falar.
São dessas e estas que irás ouvir,
Para que eu possa então dizer,
sem palavras,
o quanto me interessa você.

Larisse Teixeira

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Canoa

Canoa flui o rio de Irapuã
Doce mel de menina, doce.
Caindo em chuva de caju

Como
Em teus lambuzados beijos
Junto à poupa

Olhos
Molhados com brilho
Um suor de tensão

Chuva salgada
Molha tudo em meu corpo
Com arrepios vem à tona

Eis aqui, índio brando
sua palma em mim aflora
O amor que me deixou

Junto em Maio
Com louvor
E a luz, com amor.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O Amanhecer é Lindo


(Sentada escrevo minhas declarações...)

O dia seguinte é muito mais do que simplesmente seguinte: É a certeza de que o tempo passou. O que mudou, mudou e o que era, foi. A certeza de que isso muda é reconfortante. Quem seríamos nós se não os dias seguintes e os claros raios de sol ao amanhecer? O importante é perceber que é errando que se aprende e quando sabe-se onde se erra o acerto vem logo em imediato. Mesmo que demore um tempo, e daí?  Ah, o tempo... É como uma raposa. Útil para quem quer amadurecer e inábil para quem tem ócio. A diferença é o que podemos levar como proveito destes “bpm”. 

Larisse.

sábado, 12 de maio de 2012

Seda Persa


 
Em quantos fios se faz a seda? Quantos, porém, é necessário para rasgá-lo? A tua voz, teus pensamentos e ideologias...  Qual é o teu... É o meu? Teu tapete, espalhado na sala, colore como tua beleza? Se em teus pés sujam o mesmo, rasgo-lhe em cada fio?  A persa é tua, cada tua como sendo uma... A persa suja, suja e sangra borbulhando em agonia. O teu eu é muito eu pra muito posto. Uma fantasia, em dó, menor.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Nunca Tive Vocação pra Ser Amélia


Quem eu Sou               

                Eu sempre fui moça bem-comportada. Pudera sempre tive vocação para ser tímida. Mas a alegria pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido, sem soluções, não. Ah, pra isso não. Sempre fui mal-comportada.
                Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. Estou aqui para fazer as pessoas felizes. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho. Pra seduzir somente o que me acrescenta. Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra. A palavra é meu inferno e minha paz. Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma aptidão pra mim mesma que me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo inteiro. Sei chorar toda encolhida, abraçando as pernas. Por isso não me venha com meios termos, com mais ou menos, ou qualquer coisa! Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas, coração, falta de ar e o escambau! Eu acredito é em surpresas, suspiros, mão massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala olhando nos olhos, em gente que fala te cutucando de alguma forma, sem materialismo. No toque, mesmo. Na voz ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. Tenho medo de altura e sou claustrofóbica. Mas não evito meus abismos e minhas introspectividades. São eles que me dão a dimensão que sou.
                  Nunca fui menina bem alienada. Pudera, nunca tive vocação pra ser Amélia.