Por muito tempo voei no vasto campo do céu.
Caminhei sem rumo por entre as estrelas, como quem procura...
Enfrentei ventos de tempestades, como quem sabia onde ia.
Discansei sob a luz da lua como quem espera.
Só quando lhe encontrei soube que era quem eu procurava.
Amado...
A mão que guiou nossos pés de tanto caminhar.
Meuu amor...
Que voz é essa que me chama no escuro?
Quem é que traça tanta boa trilha no mundo e me chama para caminhar?
Eu acho é que a gente tem mesmo é um lugarzinho dentro da gente, como um quarto. Um quarto escuro que é só nosso que eu (através deste Blog) decidi dividir com vocês. Soando em Palavras é ouvindo através das letras a minha voz. O que eu penso e muito mais que sinto
domingo, 31 de agosto de 2014
sexta-feira, 4 de julho de 2014
O OLHAR
A palavra que expresso, a palavra do olhar.
De quantas tantas eu irei falar.
São dessas e estas que irás ouvir,
Para que eu possa então dizer,
sem palavras,
o quanto me interessa você.
Larisse Teixeira
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Canoa
Canoa flui o rio de Irapuã
Doce mel de menina, doce.
Caindo em chuva de caju
Como
Em teus lambuzados beijos
Junto à poupa
Olhos
Molhados com brilho
Um suor de tensão
Chuva salgada
Molha tudo em meu corpo
Com arrepios vem à tona
Eis aqui, índio brando
sua palma em mim aflora
O amor que me deixou
Junto em Maio
Com louvor
E a luz, com amor.
Doce mel de menina, doce.
Caindo em chuva de caju
Como
Em teus lambuzados beijos
Junto à poupa
Olhos
Molhados com brilho
Um suor de tensão
Chuva salgada
Molha tudo em meu corpo
Com arrepios vem à tona
Eis aqui, índio brando
sua palma em mim aflora
O amor que me deixou
Junto em Maio
Com louvor
E a luz, com amor.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
O Amanhecer é Lindo
(Sentada escrevo minhas declarações...)
O dia seguinte é muito mais do que simplesmente seguinte: É a
certeza de que o tempo passou. O que mudou, mudou e o que era, foi. A certeza
de que isso muda é reconfortante. Quem seríamos nós se não os dias seguintes e
os claros raios de sol ao amanhecer? O importante é perceber que é errando que
se aprende e quando sabe-se onde se erra o acerto vem logo em imediato. Mesmo
que demore um tempo, e daí? Ah, o
tempo... É como uma raposa. Útil para quem quer amadurecer e inábil para quem
tem ócio. A diferença é o que podemos levar como proveito destes “bpm”.
Larisse.
sábado, 12 de maio de 2012
Seda Persa
Em quantos fios se faz a seda? Quantos, porém, é necessário para rasgá-lo? A tua voz, teus pensamentos e ideologias... Qual é o teu... É o meu? Teu tapete, espalhado na sala, colore como tua beleza? Se em teus pés sujam o mesmo, rasgo-lhe em cada fio? A persa é tua, cada tua como sendo uma... A persa suja, suja e sangra borbulhando em agonia. O teu eu é muito eu pra muito posto. Uma fantasia, em dó, menor.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Nunca Tive Vocação pra Ser Amélia
Eu
sempre fui moça bem-comportada. Pudera sempre tive vocação para ser tímida. Mas
a alegria pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido, sem
soluções, não. Ah, pra isso não. Sempre fui mal-comportada.
Eu quero da vida o que ela tem de
cru e de belo. Estou aqui para fazer as pessoas felizes. Estou aqui pra
aprender a gostar de cada detalhe que tenho. Pra seduzir somente o que me
acrescenta. Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da
palavra. A palavra é meu inferno e minha paz. Sou dramática, intensa,
transitória e tenho uma aptidão pra mim mesma que me deixa exausta. Eu sei
sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo inteiro. Sei chorar toda encolhida,
abraçando as pernas. Por isso não me venha com meios termos, com mais ou menos,
ou qualquer coisa! Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas, coração,
falta de ar e o escambau! Eu acredito é em surpresas, suspiros, mão massageando
o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares
faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala olhando nos
olhos, em gente que fala te cutucando de alguma forma, sem materialismo. No
toque, mesmo. Na voz ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. Tenho medo
de altura e sou claustrofóbica. Mas não evito meus abismos e minhas
introspectividades. São eles que me dão a dimensão que sou.
Nunca fui menina bem alienada. Pudera, nunca tive vocação
pra ser Amélia.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Procurando
O mundo às vezes parece paralelo e as pessoas que ali estão te
forçam parecer um duplo lítio com amônia. Meio amargo, sabe? Esse paralelo é a
grama do vizinho. Você procura sempre aquele formato que sempre se esvai. Aquela
cor que é pura. Aquele som afinado e limpo. Como o som de um oboé. Mas não. Não
é. Tem que fabricar a palheta. É preciso sair da cadeira para que possa desfazer
daqueles mesmos velhos costumes cômodos e que, realmente, você está com tudo em
cima.
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